É como sussurros na imensidão da noite, ninguém por perto, ninguém ao certo, apenas vozes do além, sem rumo, sem alguém.
Perco-me nas entrelinhas, me vejo de canto numa esquina, apenas a esperar uma luz.
Talvez não fosse fácil, talvez inevitável, mas nunca provável.
Mas nada faz sentido, tudo é tão volátil, uma loucura que se perde em devaneios. Nada começa bem sem antes terminar definitivamente bem.
Não procuro uma saída, entretanto, não há escolha, o caminho aonde percorrer, um refúgio irei encontrar, para toda esta dor, este sofrimento, que agride, que queima, que faz meu corpo arder em fulgor.
Dedico-me então a compreender, a mergulhar neste subterfúgio que invadiu minha alma e me torna escrava desta eloqüência enlouquecedora.
Eu sou o caminho, a estrada, a medida certa, a Isaura.
Esta que se entrevê em metades indivisíveis que jamais se unirão, que se julga e se mata!
Esta sou eu, em um canto de esquina, apenas Isaura.
Annita Petrucci
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário